sábado, 20 de agosto de 2011

As Regiões Autónomas


O discurso de que as regiões autónomas da Madeira e dos Açores são discriminadas e de que são alvo de uma certa diferenciação em relação a Portugal continental é longo e dura há anos. Admito que por vezes as pessoas, no seu discurso, acabam por diferenciar Portugal continental das regiões autónomas, não por não considerarem os seus cidadãos verdadeiros portugueses, mas sim pela distância geográfica e pela diferente organização governativa.
No entanto, os governos das regiões autónomas continuam a insistir na lengalenga e passam constantemente a imagem de seres divinos que protegem os seus cidadãos do terrível e aniquilador governo nacional. E é este mesmo o discurso que se torna muito útil quando os esforços têm que ser feitos! O governo tem vindo a anunciar uma série de medidas com vista à consolidação orçamental e cumprimento do memorando da Troika, no entanto, e é triste dizê-lo, os governos regionais já vieram tornar público que os impostos sobre o subsídio de Natal, por exemplo, vão ficar lá retidos. Então nós é que os discriminamos e eles é que querem ser “portugueses” quando lhes convêm?
Os Açores e a Madeira, juntamente com a região do Algarve, são das regiões mais publicitadas pelos meios de comunicação e aquando da tragédia da Madeira foram geradas imensas campanhas de solidariedade que angariaram alguns milhões para a recuperação da ilha. Cerca de um ano depois, um tornado destruiu uma basta zona na região centro e ninguém ouviu falar de apoios.
Isto tudo para dizer que não acho que as regiões autónomas sejam discriminadas, os seus líderes é que gostam de passar essa imagem porque lhes dá benefícios políticos e partidários, não estando por este mesmo motivo, segundo o meu ponto de vista, a serem bons líderes porque bons líderes não são obstáculos e não constituem guerras para as quais já ninguém tem paciência.

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